
RELEVANTE DECISÃO JUDICIAL FAVORÁVEL OBTIDA PELO SINTTARC EM FAVOR DE PROFISSIONAL FILIADO
Maio 21, 2026
SINTTARC participa da 1ª Jornada Multidisciplinar de Saúde do SINDHEF
Maio 21, 2026Está em curso no Supremo Tribunal Federal um julgamento que pode redefinir as relações de trabalho no Brasil. O Tema 1.389, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, ainda não foi concluído, mas já paralisou milhares de processos trabalhistas em todo o país.
E o que está sendo discutido?
Se empresas poderão continuar substituindo vínculos formais (CLT) por contratos como PJ
E até onde isso será tolerado, mesmo quando houver relação de emprego disfarçada
VAMOS SER DIRETOS
Pejotização, na prática, tem sido usada como ferramenta de precarização. Não é inovação. Não é empreendedorismo. É, muitas vezes, fraude.
Quando o profissional cumpre escala, recebe ordens, integra a rotina do serviço, responde à hierarquia, isso é relação de emprego.
E a lei continua dizendo isso no Artigo 3º da CLT.
NA RADIOLOGIA, ISSO É AINDA MAIS GRAVE
Não estamos falando de uma atividade qualquer, estamos falando de: radiação ionizante, protocolos rígidos, responsabilidade técnica, risco direto ao paciente. Transformar esse trabalho em “prestação de serviço PJ” não é só precarizar o trabalhador é fragilizar a segurança assistencial.
O DISCURSO DA FLEXIBILIZAÇÃO ESCONDE UMA REALIDADE
Decisões como a ADPF 324 já abriram caminho para ampliar a lógica de mercado sobre o trabalho. Agora, o que se tenta consolidar é um modelo onde o risco fica com o trabalhador, o lucro fica com a empresa e os direitos desaparecem.
SE ISSO AVANÇAR, O QUE VEM?
Substituição em massa de CLT por PJ;
Pressão para profissionais abrirem CNPJ;
Perda de férias, 13º, FGTS e proteção social;
Aumento da rotatividade e da instabilidade;
E tudo isso sendo vendido como “liberdade”.
A VERDADE É UMA SÓ
Pejotização não pode ser usada para mascarar vínculo. Se há subordinação, há emprego. Se há emprego, há direitos.
Qualquer tentativa de relativizar isso é um ataque direto à classe trabalhadora.
POSIÇÃO DA CATEGORIA
A radiologia não pode aceitar retrocessos. É hora de denunciar práticas abusivas, fortalecer a organização coletiva, acionar os órgãos de controle, ampliar a mobilização da categoria. O SINTTARC seguirá firme na defesa dos profissionais.
CONCLUSÃO
O que está em jogo no STF não é apenas uma tese jurídica. É o limite entre trabalho digno e precarização institucionalizada. E isso exige posicionamento. Silêncio e apatia agora, é concordar com a retirada de direitos.
O SINTTARC É TOTALMENTE CONTRA A PEJOTIZAÇÃO e conclama a categoria e a sociedade a não aceitarem essa agressão aos direitos dos trabalhadores.



